Na programação de cirurgias estéticas nasais, é de extrema importância a detecção de queixas funcionais pré-existentes.
A obstrução nasal (o dito “nariz tapado”) é um problema bastante comum na população.
Ocasiona frequentemente a um desconforto variável, intenso por muitas vezes. Resulta na maioria das vezes em respiração bucal, boca seca, problemas de garganta e alterações respiratórias, principalmente durante o sono.
Em muitos casos pode estar associada a presença de sinusite pelo bloqueio da drenagem dos seios paranasais, gerando secreção nasal crônica e dor de cabeça.
Existem muitas causas de obstrução nasal, que podem ser divididas principalmente em funcionais e anatômicas.
As causas funcionais são representadas principalmente pelas diversas formas de rinite. Nas rinites, o nariz torna-se tapado principalmente pelo edema da mucosa nasal, principalmente dos cornetos, que são estruturas localizadas na parede nasal lateral. O tratamento é feito com medicação.
Várias alterações anatômicas das fossas nasais podem gerar obstrução nasal. As mais comuns são os desvios de septo, aumento dos cornetos, pólipos nasais, hipertrofia de adenóide e tumores.
Os desvios do septo nasal são extremamente comuns. Cerca de 80% das pessoas possuem algum grau de desvio e na maioria das vezes não geram sintomas.
Estas alterações podem e devem ser corrigidas durante a rinoplastia.
Em alguns casos o resultado da cirurgia nasal estética e funcional estão intimamente ligados, como nos casos em que o nariz é torto.
Na rinoplastia, principalmente nos casos em que o nariz é bastante modificado, pode ocorrer uma redução da área interna do nariz em torno de até 25%. Por isso, mesmo nos pacientes assintomáticos, procura-se sempre corrigir alterações que poderiam comprometer a função do nariz após a rinoplastia.
O objetivo é sempre o mesmo: um nariz bonito, o mais natural possível e que mantenha seu melhor funcionamento.